Fertivitro explica como é possível ser pai com o diagnóstico de azoospermia

Ainda que muitas pessoas associem a infertilidade masculina com impotência sexual, o que não existe nenhuma relação entre os problemas, hoje já é bastante comum pacientes que procuram auxílio médico e se submetem a tratamentos de reprodução assistida para realizar o sonho de ser pai. Em diversos quadros clínicos, a medicina reprodutiva já encontrou soluções, como é o caso da azoospermia, doença que resulta na ausência de espermatozoide no sêmen. 
 

Organização Mundial de Saúde (OMS) considera normal uma concentração igual ou superior a 15 milhões de espermatozoides produzidos por mililitro de sêmen, para que o homem seja considerado fértil. Uma produção abaixo dessa cifra, já pode ser classificada como um fator de infertilidade masculina. 

Existem dois tipos de azoospermia, a obstrutiva e a não obstrutiva. A azoospermia obstrutiva é gerada por um bloqueio do sistema de transporte do esperma, originado por vasectomia, anormalidades no epidídimo ou canais deferentes, pós-cirurgias ou obstruções congênitas. No caso da não obstrutiva, existe uma falha de produção de espermatozoides, devido a distúrbios hormonais, genéticos ou, ainda, danos no tecido testicular, seja traumático, cirúrgico ou infeccioso. 
 

O ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, diretor da Fertivitro, explica que primeiro é necessário saber qual é a causa da azoospermia, por meio de exames físico, hormonais e genéticos como cariótipo e pesquisa de microdeleção do cromossomo Y, para chegar ao prognóstico, se é possível encontrar espermatozoides no testículo. 
 

Para o engenheiro de produção, Eduardo Simonetti, 34 anos, paciente da Fertivitro, diagnosticado com azoospermia não obstrutiva, é sempre uma decisão difícil enfrentar o problema e optar por tratamento para a infertilidade, mas ele diz que é preciso primeiro acreditar na felicidade do casal e na vontade de ter um filho e depois deixar que o tempo diminua o sentimento de ‘masculinidade’. “Isso não é algo que você optou, porque se trata da sua natureza e não terá domínio sob essa condição em qualquer hipótese. Com a realização do tratamento, é possível ter sucesso e ser pai. Caso não faça, nunca se dará essa chance”, afirma.   

Simonetti alerta que a vergonha e falta de informação dos casais são as maiores barreiras a serem rompidas nesse processo, além do fato do casal estar com a sua intimidade exposta e, em alguns casos, pode até sofrer discriminação e constrangimento por quem desconhece do assunto. “Em vários momentos, ouvi de colegas de forma simplista e irônica que eu deveria ‘terceirizar’ a paternidade, já que eu não conseguia ter filho. Outros questionaram o ato da utilização de banco de sêmen. A falta de empatia, a ignorância e o desconhecimento da ciência médica, pela sociedade em que se vive, podem causar resistência e a abstenção ao tratamento”.   

 

Causas 
As causas da azoospermia podem estar relacionadas a inúmeros fatores, tais como: doença genética, infecções e inflamação nos testículos, testículos que não descem até o escroto, varicocele, hipotireoidismo, quimioterapia, alterações hormonais, agenesia congênita dos testículos, vasectomia ou devido a algum traumatismo no aparelho reprodutor masculino. Estilo de vida como o estresse, o tabagismo, o uso de drogas e o consumo excessivo de álcool também contribuem para a doença. A utilização de hormônio masculino e outros anabolizantes podem provocar a azoospermina. 

 

Tratamento 
O tratamento mais indicado em situações em que o paciente não apresenta espermatozoides ou produza um número baixo é a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI), uma técnica que consiste na introdução, através de uma micropipeta acoplada a um microscópio invertido, de um único espermatozoide dentro do óvulo. “A técnica auxilia no tratamento de milhares de casais, que antes teriam que recorrer a um banco de sêmen”, explica Dr. Luiz. 
 

De acordo com o especialista da Fertivitro, o critério de seleção da técnica utilizada é baseado na história médica pregressa do paciente, gestações prévias, saúde geral e habilidade do casal em produzir os gametas necessários para o processo de fertilização. 
 

O programa de fertilização assistida requer uma completa cooperação do casal em todas as suas fases, que compreende seis etapas principais: 
1 – Desenvolvimento dos folículos pelo ovário. 
2 – Aspiração dos óvulos (Aspiração Folicular). 
3 – Coleta do sêmen e processamento seminal, que no caso das azoospermia será feito uma Aspiração ou biópsia Testicular. 
4 – Inseminação e fertilização dos óvulos. 
5 – Desenvolvimento dos pré-embriões. 
6 – Transferência dos pré-embriões para o útero. 

 

História com final chamado Antonella 
Aos 29 anos, Eduardo Simonetti foi diagnosticado com azoospermia não obstrutiva pelo Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, por produzir um número muito baixo de espermatozoides. A desconfiança da possibilidade de haver algum problema surgiu após a sua esposa, Angélica Bergantin, na época com 31 anos, não engravidar durante quatro meses de tentativas sem o uso do anticoncepcional. 
 

A causa não foi confirmada pelos especialistas e pela medicina, mas há indícios de que a azoospermia não obstrutiva de Eduardo possa ter surgido pelo fato de ele ter se submetido a uma cirurgia de eliminação da hidrocele e fechamento da hérnia na região pélvica, aos cinco anos. “Ao descobrir o problema, passei com outros urologistas, os quais sugeriram que devido ao trauma da cirurgia poderia ter causado sequelas na vascularização do testículo, mas não houve confirmação”, conta. 

Eduardo realizou o exame de espermograma centrifugado – análise da qualidade, quantidade, morfologia e mobilidade do sêmen –, que resultou em um espermograma com criptozoospermia, com a identificação de raros espermatozoides maduros “escondidos” (cripto) na amostra seminal. Em seguida, submeteu-se a um estudo genético de avaliação da integridade do Cromossomo Y e do cariótipo. “A criptozoospermia pode ser transitória ou permanente, depende de cada paciente. Apenas com o exame de espermograma realizado corretamente, centrifugando toda a amostra seminal e avaliando o sedimento, nós podemos chegar a um diagnóstico”, explica o ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, diretor da Fertivitro. E acrescenta: “A criptozoospermia quer dizer que em algum lugar dos testículos existe uma produção, mesmo que pequena, de espermatozoides. Tal resultado de espermograma aumenta significativamente as chances de fazermos uma biópsia dos testículos e encontrarmos espermatozoides”. 
 

Após o quadro clínico de Eduardo identificado e a Angélica tomar os medicamentos para estimulação ovariana, o casal se submeteu ao procedimento de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI), em fevereiro de 2012. 
 

Para encontrar os espermatozoides e obter um resultado positivo com a ICSI, Simonetti fez duas biópsias testiculares. A primeira, no testículo direito, não fecundou os óvulos recém-tirados da Angélica. Na segunda, feita no testículo esquerdo, foram encontrados oito espermatozoides, que fecundaram cinco óvulos. A partir daí, foram gerados dois embriões. O primeiro não sobreviveu e o segundo gerou a pequena Antonella Bergantin Bueno da Silva, nascida no dia 18 de outubro de 2012, hoje com três anos e sete meses. 

Para Eduardo, a incerteza de sucesso, a ansiedade perante os resultados e o investimento financeiro, pois “os valores dos exames, medicamentos e procedimentos nem sempre são pagos por planos de saúde”, valem a pena quando há sucesso no resultado. O meu emocional ficou abalado, pois a maior preocupação era a incerteza de que seríamos pais de filho geneticamente nosso. Pensamos em adoção e banco de sêmen, porque o nosso caso era quase impossível de sucesso. Em alguns momentos, pensei em desistirmos, mas a Angélica a todo o momento me incentivou a continuar a tentar”, lembra. 
 

Em qualquer tratamento para infertilidade seja masculina, feminina ou de ambos, é muito importante que o casal se apoie em todas as decisões e durante todo o processo. Eduardo e Angélica contam que o diálogo e o pensamento mútuo foram essenciais para eles. “Foi por meio de nossas conversas que conquistamos nossa filha muito amada. Tenho muito orgulho de tê-la e também da minha esposa em nos transformar em quem somos. Se necessário, passaríamos por tudo novamente, porque o resultado do sucesso é maravilhoso”. 

Ao realizar o sonho da maternidade, Angélica fala que ser mãe significa mudar sua vida, o seu tempo, o seu pensamento e dar todo o seu coração, seu amor para levar seus filhos e ensiná-los a viver. “É ter uma razão de ser para o resto da vida, querendo aproveitar ao máximo cada momento ao lado da Antonella. É ter diferentes formas de amar, porque a vida passa a ter um novo sentido”, emociona-se. 
 

Eles chegaram até a Fertivitro por indicação de um casal de amigos, que já havia feito um tratamento com sucesso. E depois do seu próprio procedimento, indicou o centro para mais dois casais. “Desde o início, o Dr. Luiz se apresentou de forma muito profissional e motivacional. Sempre nos deixando claro que faria o que estivesse a seu alcance, e que Deus decidisse se conseguiríamos alcançar o sucesso”, conta. E acrescenta: “a Fertivitro é ótima e profissional ao fornecer atendimento técnico e psicológico aos pacientes. Foi lá que conseguimos nossa maior alegria, nossa filha, a qual foi concebida com muito amor e dedicação”, revelam.

Sobre o Dr. Luiz Eduardo Albuquerque

 

Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, diretor clínico da Fertivitro, é ginecologista especialista em Reprodução Humana. Mestre em Ginecologia pela Unifesp e pós-graduado em Ginecologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (RJ), possui o TEGO – Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, certificado pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

 

Em seu currículo internacional destacam-se: título de especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Dexeus, certificado em Barcelona, na Espanha; membro da American Society for Reproductive Medicine (ASRM), nos Estados Unidos; e membro daEuropean Society of Human Reproductive and Embriology (ESHRE), na Bélgica.

 

O profissional atuou como diretor do Núcleo de Esterilidade Conjugal do Centro de Referência da Saúde da Mulher, no Hospital Pérola Byington, em São Paulo (SP), durante os anos de 2001 a 2003.

 

Foi médico do setor de Reprodução Humana da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), entre 2004 e 2014.

 

Sobre a Fertivitro

 

Fertivitro — Centro de Reprodução Humana, clínica especializada em tratamentos para a infertilidade, alia tecnologia de última geração a um atendimento humanizado.   

 

A Fertivitro iniciou suas atividades em 2002, com o objetivo de ampliar os casos de sucesso no tratamento da infertilidade. A clínica reúne profissionais constantemente atualizados, de grande reputação e conhecimento na área reprodução assistida.

Somos Mãeshttps://somosmaes.com.br/
A Somos Mães é uma ONG e uma empresa do setor 2,5 que nasceu em agosto de 2014. Com o objetivo de informar e acolher, produz conteúdo que impacta diariamente mais de 300 mil pessoas. Tem dois projetos incentivados pela Lei Rouanet.

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