O que antecede a rotina do bebê

Alguns questionamentos são diretos quando me sento em uma roda de conversas sobre “O Sono Infantil”, desta vez foi: “Ah! Ele é muito manhoso… como faço?”

 

Pois bem.

 

Bebês quando choram o fazem por algum motivo. Chorar é sua expressão mais concreta, assim, são atendidos em suas mais diversas dificuldades.

 

Um bebê de 3 meses não tem desenvolvimento neurológico para entender que controla um adulto “com manha”. Por isso, inclusive, não se recomenda rotina para bebês nesta idade.

 

Passados 4 meses do seu nascimento, ele tem mais percepção do mundo ao seu redor, é quando pode-se apresentar a ele a noção de que “esperar”, por exemplo, é possível. Ressalta-se que esse processo é conquistado através de confiança.

 

Quando um bebê começa a perceber que tão logo sua dificuldade se apresenta, a mãe ou cuidador aparece para confortá-lo ou ajudá-lo, inicia-se uma percepção um pouco mais segura de que “está tudo bem, alguém vai me ajudar”.

 

Para que esse processo tenha um bom começo e uma ideia de sucesso, faz-se necessário também, uma segurança interna dos pais ou daquele que passa maior parte do tempo com o bebê. Destaca-se a possibilidade de erros nesse processo, pois somos humanos!

 

 Antes de se estabelecer uma rotina, pais/cuidadores devem ter conhecimento claro de alguns pontos que fazem toda diferença na sua aplicação e na estrutura emocional futura do bebê. A saber:

 

 – Transmitir amor e confiança pode, sim, advir de colo e toque. Bebê no colo não quer simbolizar “mimos”, isso se refere a limites no futuro. Para ele esse contato físico fará toda diferença diante os benefícios psíquicos.

 

Embalar um bebê no colo pode remeter ao balanço no útero e trazer tranquilidade. O que alertamos é que aprender a dormir no colo pode fazê-lo nos seus despertares só retornar a dormir embalado, mas acolhê-lo quando inseguro, pode, sim, no colo.

 

 Parênteses reais: “colo de mãe em qualquer idade é tudo de bom”!

 

 – Outro ponto interessante para a relação de segurança no processo de ensinar o bebê a dormir, é estabelecer sintonia com ele. Conhecer o bebê.

 

Muitas mães percebem que seus bebês nasceram quando estão em casa, passados muitos dias, avaliando as questões que envolvem o sono de toda a família e seu cansaço. É naquele momento que tomam real consciência de que o bebê saiu do seu ventre, e. então, começam a percebê-lo e estabelecer conexões. Nesse momento, torna-se propício a introdução de um ritual noturno ou rotina de sono para o bebê e o seu descanso.

 

Questões que trazem insegurança, como as citadas, de muito ou pouco colo, de embalar ou não, e outras, como necessidade de ajuda, palpites familiares ou de amigos, a diferença do que foi idealizado com a realidade pós chegada do bebê, podem dificultar, mas uma vez conscientizadas e interiorizadas dar-se-á início a um processo de mais tranquilidade para a família.

 

 No próximo texto conversaremos sobre um ritual noturno, na prática.

 

 Espero vocês!

 

*Dayse Melo, consultora materna e do sono, escreve semanalmente sobre o tema “Sono” aqui no Somos Mães de Primeira Viagem. 

 
Dayse Cristina Oliveira Melo
Consultora Materna Especialista em Aleitamento Materno. Consultora do Sono Infantil. Proprietária da A Mamãe Nasceu Assessoria. Graduanda em Fonoaudiologia Mãe do Henri

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