Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que alterações no volume dos fios, afinamento e aumento da queda devem ser investigados para definição do tratamento adequado
A queda de cabelo em mulheres é uma condição frequente e pode estar associada a fatores hormonais, nutricionais, emocionais e genéticos, além de fases específicas da vida, como o pós-parto e a menopausa. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que, embora a perda de fios faça parte do ciclo natural capilar, a percepção de aumento da queda ou redução do volume deve ser avaliada por um médico dermatologista. Estima-se que até 40% das mulheres apresentem algum grau de queda capilar ao longo da vida, especialmente após os 40 anos ou em períodos de alterações hormonais.
De acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Dra. Cíntia Pessin, existe um padrão considerado normal de perda diária de fios. “De um modo geral, o número de fios que naturalmente perdemos ao longo do dia costuma variar de 100 a 120 fios. Esse número pode variar conforme o volume total de cabelo, idade, genética, etnia e cuidados capilares. No entanto, se há queda excessiva ou uma percepção aumentada de perda, essa queixa deve ser sempre avaliada com o médico dermatologista”, explica.
A médica destaca que é possível observar sinais de alerta no dia a dia, como aumento da quantidade de fios no banho, no travesseiro, na escova ou no chão, além da sensação de afinamento do rabo de cavalo ou maior visibilidade do couro cabeludo, principalmente no topo e nas regiões laterais. No consultório, um dos métodos utilizados é o chamado “teste da puxada”, que também pode ser reproduzido em casa. Ao segurar uma pequena mecha de cabelos secos e puxar suavemente, a saída de mais de cinco a seis fios pode indicar queda acima do esperado.
Entre os hábitos que podem prejudicar a saúde capilar está prender os cabelos ainda molhados. Segundo a especialista, essa prática aumenta o risco de quebra dos fios, favorece irritações no couro cabeludo e pode contribuir, a longo prazo, para quadros de alopecia por tração. A recomendação é aguardar que os fios estejam completamente secos, utilizar acessórios macios e evitar penteados muito apertados, além de não dormir com os cabelos presos.
O diagnóstico das causas da queda capilar é feito a partir da avaliação clínica e do exame físico, podendo incluir a tricoscopia, que analisa fios e couro cabeludo. Entre as possíveis causas estão condições como alopecia androgenética, alopecia areata, alterações provocadas por procedimentos químicos, doenças sistêmicas, como hipotireoidismo, além de deficiências nutricionais, especialmente de ferro. Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares ou até biópsia do couro cabeludo.
O tratamento varia conforme a origem do problema e pode incluir abordagens tópicas ou sistêmicas. A SBD-RS reforça que o uso de medicamentos ou suplementos deve sempre ser orientado por um especialista, já que o consumo inadequado pode trazer riscos à saúde e até agravar a queda dos fios.
A gestação e a menopausa também influenciam diretamente no comportamento dos cabelos. Durante a gravidez, há tendência de menor queda e maior crescimento dos fios. Já após o parto, é comum ocorrer uma queda acentuada, geralmente entre três e seis meses depois. Na menopausa, a redução hormonal pode tornar os cabelos mais finos, com menor comprimento e densidade.
Ao perceber alterações, buscar avaliação especializada é fundamental para diferenciar quadros temporários, como o eflúvio telógeno, de condições que exigem acompanhamento contínuo. Em casos de suspeita, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site http://www.sbdrs.org.br/
Redação: Marcelo Matusiak
Sobre a SBD-RS
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) como representante dos dermatologistas no Brasil. Os médicos dermatologistas a ela ligados precisam obter o Título de Especialista que atesta a sua capacitação. A secção SBD-RS é a sua representante no território do Rio Grande do Sul.
Siga a Somos Mães no Instagram: @somosmaesevoce


