Segundo o Ministério da Saúde os casos de VSR chegam a 30%, influenza, em 29% e rinovírus em 25% e lideram os casos de doenças respiratórias causadas pela baixa umidade do ar
A sensação de que “todo mundo está doente” nas últimas semanas, não é impressão. O mês de abril vem sendo marcado por períodos de tempo seco e baixa umidade do ar, cenário que favorece o aumento de sintomas respiratórios, crises alérgicas e infecções das vias aéreas.
Segundo o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, o clima típico dessa época do ano cria um ambiente perfeito para a circulação de vírus e o agravamento de doenças respiratórias.
“O ar seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que funcionam como uma barreira natural de defesa. Quando essa proteção é comprometida, o organismo fica mais vulnerável a vírus, bactérias e agentes alérgicos”, explica o especialista.
O que o tempo seco faz com o corpo
Com a queda da umidade, o sistema respiratório sofre diretamente:
- Ressecamento das vias aéreas
- Aumento da produção de secreção
- Irritação da garganta
- Maior sensibilidade a poeira e poluentes
O médico fala que o resultado do clima é visível no aumento de casos de rinite, sinusite, faringite, crises alérgicas e infecções respiratórias. “O tempo seco não causa doença sozinho, mas ele cria as condições ideais para que os sintomas apareçam e se espalhem mais rapidamente”, destaca o médico.
Sinais de alerta de doenças respiratórias causadas pelo tempo seco
Dr. Bruno alerta que é importante ficar atento quando os sintomas persistem ou se intensificam:
- Congestão nasal que não melhora
- Dor facial
- Tosse persistente
- Rouquidão
- Febre
Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica.
Como se proteger no tempo seco
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir os impactos:
- Manter o ambiente umidificado (umidificador ou toalha úmida)
- Beber bastante água ao longo do dia
- Lavar o nariz com soro fisiológico
- Evitar exposição à poeira e poluição
- Manter ambientes ventilados
O especialista reforça que o organismo precisa se adaptar às mudanças sazonais, e esse processo pode gerar sintomas. “O importante é entender que o corpo está respondendo ao ambiente. Com cuidados simples, é possível atravessar esse período com menos impacto na saúde”, conclui.
Siga a Somos Mães no Instagram: @somosmaesevoce


