Febre amarela: gestantes e lactantes podem tomar a vacina?

A febre amarela tem tirado o sonos de muitas gestantes e mães. Filas em postos e corridas a clínicas tem sido muito comum. Por isso, fomos pesquisar o assunto para esclarecer alguns pontos pra você.

 

Como se contrai a febre amarela

 

A doença é hemorrágica e transmitida através da picada de mosquito e tem dois tipos: a silvestre e a urbana. A diferença entre os tipos não é o vírus em si, mas a forma de transmissão. Na silvestre, a picada se dá por um mosquito que anteriomente picou um macaco contaminado. Esse tipo costuma ser mais comum nos meses de chuva. O tipo urbano é mais perigoso, pois a transmissão se dá quando o mosquito da dengue (o Aedes aegypti) pica uma pessoa que contraiu o vírus na mata e, depois, pica uma pessoa saudável, por isso chamamos esse tipo de transmissão de secundária.

 

Gestantes, tentantes e lactantes

 

A principal prevenção contra a febre amarela é a vacina. Entretanto, o Ministério da Saúde não recomenda esse procedimento em gestantes, pois esta vacina contém vírus atenuado, por isso, a princípio, é contraindicada na gravidez. Caso a gestante more em áreas de risco, a vacina só deverá ser aplicada após o infectologista e o obstetra, conjuntamente, avaliarem seu risco X benefício. Gestantes vacinadas inadvertidamente devem ser tranquilizadas e fazer o acompanhamento pré-natal de rotina, pois o risco, teoricamente, é baixo.

 

Lactantes com bebês até 6 meses de idade devem interromper a lactação por 10 dias. Dessa forma, recomenda-se a ordenha e armazenamento adequado de leite materno para utilização no período dos 10 dias e, durante esse período, para evitar empedramento e mastite, deve-se fazer a ordenha e desprezar o leite, garantindo, assim, a continuidade da amamentação após essa fase. Lactantes com bebês com mais de 6 meses de vida podem ser vacinadas.

 

Mulheres que estejam tentando engravidar devem evitar engravidar por 30 dias. Após esse período, deve-se consultar o médico.

 

Bebês

 

O Ministério da Saúde orienta que bebês podem ser vacinados depois dos nove meses de idade e devem tomar a dose-reforço aos quatro anos. Bebês que vivem em áreas de epidemia devem ser vacinados a partir dos seis meses de idade, repetir a vacina aos nove meses e quatro anos. 

 

Em linhas gerais

 

Além da vacina, a opção preventiva é o uso de repelentes para evitar a picada. “Pode-se usar repelente e roupas compridas, principalmente as pessoas que vão às áreas de exposição e que adentram a mata”, recomenda Thaís Guimarães. Mas lembre-se que repelentes devem ser liberados pelo médico antes de serem usados no bebê e pelas gestantes.

 

“Os sintomas mais comuns são febre, vômitos, dores pelo corpo, aparecimento de ‘amarelão’ nos olhos e na pele e também podem surgir manifestações hemorrágicas”, afirma a infectologista Thaís Guimarães. “O tratamento consiste em hidratação, prescrição de remédios antitérmicos contra febre, analgésicos paras as dores e, eventualmente, em alguns casos com hemorragia, transfusão sanguínea”, complementa Thaís. Para as gestantes o procedimento é o mesmo.

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda apenas uma dose da vacina durante toda a vida. O Ministério da Saúde brasileiro recomenda duas doses, desde que com intervalo de pelo menos 10 anos entre elas.

 

Após a vacinação, o efeito protetivo inicia-se em 10 dias e atinge o ideal após 30 dias, mesmo em crianças, por isso a recomendação de vacinar pelo menos 10 dias antes de viajar ou se deslocar para áreas de risco.

 
Somos Mãeshttps://somosmaes.com.br/
A Somos Mães é uma ONG e uma empresa do setor 2,5 que nasceu em agosto de 2014. Com o objetivo de informar e acolher, produz conteúdo que impacta diariamente mais de 300 mil pessoas. Tem dois projetos incentivados pela Lei Rouanet.

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