Dados mostram que mais da metade das gestações no país não é planejada, reforçando a importância da informação e do acesso a métodos contraceptivos
Apesar dos avanços no acesso à informação e aos métodos contraceptivos, a gravidez não planejada ainda é uma realidade para milhões de mulheres no Brasil e segue como um dos principais desafios de saúde pública. A falta de educação sexual adequada, aliada a tabus culturais e à desinformação, contribui para que muitas brasileiras iniciem a maternidade sem preparo físico, emocional ou financeiro.
De acordo com a pesquisa “Nascer no Brasil”, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde, cerca de 55% das gestações no país não foram planejadas. O levantamento aponta que esse cenário é mais frequente entre mulheres jovens, com menor escolaridade e em situação de vulnerabilidade social, evidenciando a relação direta entre desigualdade de acesso à informação e aumento dos índices de gravidez não intencional.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora o número de mães adolescentes tenha apresentado queda nos últimos anos, o Brasil ainda registra milhares de partos de meninas entre 10 e 19 anos anualmente, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à educação sexual desde a adolescência. Especialistas destacam que a iniciação sexual precoce sem orientação adequada aumenta o risco não apenas de gravidez não planejada, mas também de infecções sexualmente transmissíveis.
Para a Dra. Mariane Nadai, médica parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar, a educação sexual é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir esses números. “Quando a mulher entende como o próprio corpo funciona, conhece os métodos contraceptivos disponíveis e tem acesso a informação de qualidade, ela passa a ter mais autonomia para tomar decisões conscientes sobre sua vida reprodutiva”, afirma.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, globalmente, cerca de 44% das gestações são não planejadas, o que demonstra que o problema não é exclusivo do Brasil, mas se agrava em países onde o diálogo sobre sexualidade ainda é limitado. A entidade também destaca que investir em educação sexual e acesso a métodos contraceptivos modernos é uma das estratégias mais eficientes para reduzir taxas de mortalidade materna e melhorar indicadores de saúde feminina.
Além do impacto na saúde, a gravidez não planejada também traz consequências sociais e econômicas. Estudos mostram que mulheres que engravidam sem planejamento tendem a interromper os estudos, enfrentar maior instabilidade financeira e ter mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Esse ciclo reforça desigualdades e limita oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
Falar sobre educação sexual, portanto, vai além da prevenção da gravidez. Trata-se de promover autonomia, responsabilidade e cuidado com o próprio corpo. Para a Dra. Mariane, romper com os tabus ainda associados ao tema é fundamental para transformar esse cenário. “Educação sexual não estimula a atividade sexual precoce, mas prepara jovens e adultos para escolhas mais seguras e conscientes”, explica.
Ao ampliar o acesso à informação e fortalecer políticas de prevenção, é possível reduzir significativamente os índices de gravidez não planejada no país. A conscientização é um passo essencial para garantir que a maternidade seja uma escolha, e não uma consequência da falta de orientação.
Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Ao longo do mundo, a DKT está presente em mais de 100 países levando o planejamento familiar para regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.
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