Parto Humanizado, respeito à fisiologia da gestante e ao ato de parir

O ato de nascer é instintivo e fisiológico. Desta forma, uma expressão ganha cada vez mais a atenção das grávidas, de seus familiares e das mulheres que estão planejando engravidar, o parto humanizado. Mas afinal o que isto quer dizer?

 

Para começar, é importante esclarecer que não se trata de mais uma técnica ou forma de parto e sim, um processo no qual todas as atenções estão voltadas às necessidades da gestante. Ela precisa ter o controle da situação na hora do nascimento do seu bebê, além dos esclarecimentos a respeito das opções de partos indicados para que o seu nenê nasça bem e com saúde. 

 

A adesão ao parto humanizado muitas vezes é ignorado por hospitais e equipes médicas, seja por conveniência da organização em querer desocupar leitos mais rápidos ou mesmo da própria gestante, que quer ter o seu parto agendado para saber exatamente o dia em que vai ganhar neném e se programar para isso. 

 

Mas a humanização do parto é um direito garantido por lei, além de ser considerado como um processo regulamentado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Todas estas medidas adotadas pelo método objetivam tornar o parto em uma experiência única, saudável, instintiva, um ato fisiológico e natural do ser humano, devendo ser apenas acompanhado pela equipe médica, com intervenções somente quando necessário. 

 

A preparação para o parto humanizado começa já na escolha do obstetra que irá assistir a grávida durante os nove meses de gestação. Este profissional fará o acompanhamento do pré-natal para garantir que a mãe e o bebê estejam com a saúde perfeita para a realização do parto.  

 

Já durante o nascimento, o parto humanizado permite que a mulher defina quem é o acompanhante que deseja ter ao seu lado. E ainda pode ter a liberdade de caminhar, de se movimentar e sentar. Podem ser oferecidos métodos não farmacológicos para alívio da dor como massagens, banhos e aromaterapias. A gestante também pode escolher qual a posição e o local onde deseja ter seu bebê.

 

Outro ponto importante é que, para ser humanizado, o parto não precisa ser necessariamente normal. Uma cesárea também pode ser considerada. Neste procedimento, a equipe médica costuma narrar todas as ações, baixar os campos cirúrgicos para que a mamãe e seu acompanhante possa ver o bebê nascendo, além do contato imediato entre a mãe e seu bebê antes mesmo de o cordão umbilical ser cortado. 

 

O parto humanizado oferece inúmeros benefícios como apoio emocional, maior percepção do momento do parto e recuperação mais rápida, uma vez que não é necessário realizar cortes e nem aplicar anestesia. Além disso, a interação entre mãe e filho é imediata, haja vista que a amamentação ocorre logo nos primeiros minutos. 

 

As mulheres que escolhem este tipo de parto devem buscar orientações, conversar com quem já passou por este processo e saber se é realmente isso que ela deseja, afinal, como todo nascimento, também há desconfortos naturais do processo como dores, incômodos e medo. 

Dr. Alberto Guimarães

Dr. Alberto Guimarães é ginecologista, obstetra e idealizador do projeto “Parto sem Medo”.

Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), atualmente exerce o cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo para o Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana. www.partosemmedo.com.br 

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A Somos Mães é uma ONG e uma empresa do setor 2,5 que nasceu em agosto de 2014. Com o objetivo de informar e acolher, produz conteúdo que impacta diariamente mais de 300 mil pessoas. Tem dois projetos incentivados pela Lei Rouanet.

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