A pediatra Dra. Anna Dominguez Bohn reforça a importância da imunização anual após aumento de casos graves respiratórios na infância
Com a chegada do inverno de 2026, cresce o alerta para a vacinação contra a gripe em crianças. A influenza continua entre os principais vírus associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que pode levar a internações e óbitos, sobretudo em crianças pequenas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou no ano passado 119.191 internações por SRAG com identificação de vírus respiratórios e 6.579 óbitos no período. 8 em cada 10 casos da síndrome ocorreram em crianças de 0 a 10 anos, evidenciando o forte impacto das doenças respiratórias na população infantil. Os dados também apontam que o aumento das ocorrências ocorreu principalmente em crianças e adolescentes até 14 anos, com maior risco entre os menores de 5 anos, especialmente abaixo de 2 anos. “A gripe não é uma doença leve para crianças. Ela pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias graves, internação e até óbito, principalmente nos menores de 5 anos”, explica a pediatra Dra. Anna Dominguez Bohn. A especialista reforça o papel da influenza nos quadros graves. “Nos períodos de maior circulação viral, o vírus da gripe aparece entre os principais responsáveis pelos casos de SRAG em crianças.”
Outro ponto crítico é a vacinação. “Grande parte das crianças que evoluem para formas graves de gripe não está vacinada. Isso mostra, na prática, o impacto direto da imunização na prevenção de internações”, afirma. A vacina contra a gripe de 2026 foi atualizada conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul, protegendo contra as cepas mais recentes em circulação, como H1N1 e H3N2. “A vacinação anual é essencial porque o vírus sofre mutações constantes. A cada ano, a vacina é reformulada para acompanhar essas mudanças e manter a proteção”, destaca a médica.
Além disso, o tempo de resposta imunológica deve ser considerado. “Os anticorpos levam cerca de duas semanas para atingir níveis ideais. Por isso, vacinar antes do pico de circulação viral faz toda a diferença”, orienta a pediatra. A imunização pode ser feita junto com outras vacinas do calendário infantil. “Não há contraindicação em aplicar a vacina da gripe no mesmo dia que outras vacinas. Isso ajuda a aumentar a cobertura vacinal e proteger mais rapidamente as crianças”, reforça.
Diante do cenário epidemiológico, a orientação é clara: antecipar a proteção. “Vacinar crianças todos os anos é uma medida simples, segura e altamente eficaz para reduzir casos graves e proteger a saúde infantil”, conclui a Dra. Anna.
Sobre a especialista:
Dra. Anna Dominguez Bohn é pediatra formada pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Terapia Intensiva Pediátrica, Síndrome de Down, Neurociência e Desenvolvimento Infantil. Atualmente integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, além de atuar nos hospitais Sírio-Libanês e Vila Nova Star.
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