Novembro Roxo – Mês de atenção a prematuridade

Mitos e verdades sobre a prematuridade o que os pais precisam saber sobre os bebês que nascem antes do tempo

O nascimento antes do tempo pode trazer muitas dúvidas para as famílias. Será que todo bebê prematuro precisa ficar na incubadora? O contato com a mãe é permitido durante a internação? E um bebê que nasce antes das 37 semanas necessariamente terá problemas de desenvolvimento?

A prematuridade acontece quando o bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação e exige cuidados que variam conforme a idade gestacional, o peso ao nascer e as condições clínicas de cada recém-nascido. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 13,4 milhões de bebês nasceram prematuros em 2020, o equivalente a aproximadamente um em cada dez nascimentos no mundo.

Com os avanços da neonatologia, novas tecnologias e estratégias assistenciais ampliam as possibilidades de cuidado, mas algumas informações equivocadas ainda podem aumentar a insegurança dos pais. Para esclarecer as principais dúvidas, a Dra. Luciana Alla, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Maria, explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é prematuridade.

1. Todo bebê prematuro precisa ficar na incubadora?

Mito. A incubadora é um recurso importante para ajudar a manter a temperatura corporal do recém-nascido, mas sua utilização depende das necessidades de cada bebê. Alguns prematuros precisam desse suporte por mais tempo, enquanto outros podem receber cuidados em diferentes ambientes, conforme a evolução clínica e a capacidade de manter a temperatura estável.

2. Todo bebê prematuro apresenta problemas de saúde?

Mito. A prematuridade aumenta o risco de algumas complicações, mas isso não significa que todos os bebês terão problemas de saúde. A idade gestacional, o peso ao nascer e as condições clínicas influenciam as necessidades de assistência e o prognóstico. Por isso, cada recém-nascido precisa de avaliação individualizada e acompanhamento adequado.

3. Os pais não podem pegar o bebê no colo durante a internação?

Mito. Sempre que as condições clínicas permitem, o contato físico e a proximidade com os pais são incentivados pela equipe assistencial. O Método Canguru, que inclui o contato pele a pele, pode favorecer o vínculo, contribuir para a estabilidade do bebê e apoiar o aleitamento materno. A realização deve respeitar as condições clínicas do recém-nascido e as orientações dos profissionais responsáveis.

4. Quanto menor a idade gestacional, maiores podem ser os desafios?

Verdade. Bebês que nascem muito antes do tempo apresentam maior risco de complicações porque órgãos e sistemas, como os pulmões, o cérebro e o sistema digestivo, ainda estão em desenvolvimento. Isso pode exigir suporte respiratório, controle rigoroso da temperatura, estratégias nutricionais específicas e monitoramento contínuo. A evolução, porém, varia de criança para criança.

5. O bebê só pode receber alta quando atingir um peso específico?

Mito. Embora o peso seja um fator importante na avaliação, ele não é o único critério para a alta hospitalar. A equipe considera aspectos como estabilidade clínica, capacidade de manter a temperatura corporal, alimentação segura e suficiente e ausência de necessidades de suporte que exijam internação. A decisão é individualizada e leva em conta também a preparação da família para os cuidados em casa.

6. A amamentação pode ser mais desafiadora para os prematuros?

Verdade. Dependendo da idade gestacional e da maturidade, o bebê pode apresentar dificuldade para coordenar sucção, deglutição e respiração. Em algumas situações, é necessário iniciar a alimentação por outros meios e avançar gradualmente, conforme a evolução clínica. O leite materno é especialmente importante para esses recém-nascidos, e a equipe pode orientar a mãe sobre a ordenha, a oferta do leite e o estabelecimento da amamentação.

7. Depois da alta, o bebê prematuro precisa de acompanhamento especial?

Verdade. O acompanhamento após a internação é fundamental para avaliar o crescimento e o desenvolvimento da criança, além de identificar precocemente possíveis dificuldades. Dependendo do histórico clínico, podem ser necessárias avaliações específicas de visão, audição, desenvolvimento neurológico e alimentação. As consultas também ajudam a orientar a família sobre vacinação, prevenção de infecções e cuidados cotidianos.

Informação também faz parte do cuidado

Para a Dra. Luciana Alla, compreender as particularidades da prematuridade ajuda a reduzir a ansiedade e permite que os pais participem de forma mais segura da assistência ao bebê.

“Cada prematuro tem seu próprio ritmo de evolução. A tecnologia e o acompanhamento especializado são fundamentais, mas a participação da família, o acolhimento e as orientações oferecidas ao longo da internação também fazem diferença. Nosso papel é cuidar do bebê de forma individualizada e preparar os pais para cada etapa dessa jornada”, destaca a neonatologista.


Sobre o Hospital e Maternidade Santa Maria

Fundada em 2018, o Hospital e Maternidade Santa Maria integra o Grupo Santa Joana com a missão de ampliar o acesso a cuidados maternos e neonatais de alta qualidade. A instituição preserva o padrão de excelência médica, alta tecnologia e acolhimento humanizado que consolidaram o Grupo como referência nacional em saúde da mulher, da mãe e do bebê.

A instituição também é certificada pela Society for Obstetric Anesthesia and Perinatology (SOAP) como Centro de Excelência em Anestesia Obstétrica — o mais importante reconhecimento internacional na especialidade. A certificação atesta a competência do Santa Maria em segurança do paciente e a qualidade de suas práticas assistenciais.

Site: www.maternidadesantamaria.com.br

Responsável técnico: Hospital e Maternidade Santa Maria: Rodrigo Antônio Ribeiro de Souza Nogueira – CRM 183367

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Somos Mãeshttps://somosmaes.com.br/
A Somos Mães é uma ONG e uma empresa do setor 2,5 que nasceu em agosto de 2014. Com o objetivo de informar e acolher, produz conteúdo que impacta diariamente mais de 300 mil pessoas. Tem dois projetos incentivados pela Lei Rouanet.

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