O primeiro ano de vida de um bebê com Trissomia 21 (Síndrome de Down) é uma fase muito importante que exige cuidados específicos e intervenções multidisciplinares para promover um desenvolvimento saudável. A seguir, a neuropsicóloga Bárbara Calmeto, diretora do Autonomia Instituto, destaca os principais aspectos a serem considerados durante esse período:
1. Amamentação e nutrição
O aleitamento materno é fundamental para bebês com síndrome de Down, não apenas por suas propriedades nutricionais, mas também pelo trabalho muscular exercido durante a sucção, que auxilia no fortalecimento dos músculos orofaciais. “Devido à hipotonia muscular característica, esses bebês podem apresentar dificuldades na alimentação. É essencial que os pais recebam orientação de profissionais de saúde para garantir uma nutrição adequada e estimular a musculatura envolvida na alimentação”, explica a neuropsicóloga.
2. Estimulação precoce
A intervenção precoce é vital para o desenvolvimento neuromotor de crianças com síndrome de Down. Programas que envolvem fisioterapia e terapia ocupacional desde os primeiros meses de vida têm mostrado resultados positivos no desenvolvimento motor e cognitivo. “Essas terapias auxiliam na aquisição de habilidades como controle da cabeça, rolar, sentar e andar”, conta Calmeto.
3. Acompanhamento médico regular
Bebês com síndrome de Down têm maior predisposição a certas condições de saúde, como problemas cardíacos congênitos, distúrbios da tireoide, deficiências auditivas e visuais. “É imprescindível um acompanhamento médico regular para monitorar e tratar precocemente quaisquer alterações, garantindo uma melhor qualidade de vida”.
4. Envolvimento familiar e social
O apoio e o envolvimento da família são essenciais no desenvolvimento da criança. “Participar de grupos de apoio e comunidades pode proporcionar troca de experiências e suporte emocional. Além disso, a inclusão social desde cedo favorece o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação”, explica.
5. Preparação para a inclusão educacional
Desde o primeiro ano, é importante preparar a criança para a futura inclusão escolar. Estimulações cognitivas e sociais, realizadas em conjunto com profissionais especializados, podem facilitar a adaptação e o aprendizado em ambientes educacionais inclusivos.
Resumidamente, Bárbara Calmeto ressalta que acompanhamento integrado, envolvendo profissionais de diversas áreas e o engajamento ativo da família, é fundamental para assegurar que o bebê com síndrome de Down tenha um desenvolvimento pleno e saudável durante o primeiro ano de vida.


