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Reações de vacinas em bebês

Pediatra do Hospital América de Mauá explica quais são elas e seus efeitos

Publicado em 19/07/2018

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Reações de vacinas em bebês

Vacinar os bebê, e até mesmo as crianças, dói mais nos pais do que nos filhos. Não é fácil ver nossos pequenos chorando, sem nem mesmo entenderem o porquê. Entretanto, vacinar é fundamental.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) uma série de vacinas devem ser realizadas nos primeiros 12 meses de vida. Quase 100% delas é oferecida na rede pública, podendo ter uma variação pequena na quantidade de cepas. Todas as vacinas podem causar reações adversas, em geral, febre, dor e edema (inchaço) no local da aplicação. 

 

“Todos esses efeitos são de leve intensidade e por curto período. Para cada vacina há um grupo de efeitos mais raros que podem acontecer como choro inconsolável, perda de força e da consciência, convulsões febris e anafilaxia (alergias). No entanto, vale ressaltar que esses efeitos são sempre muito mais leves do que as doenças que as vacinas protegem”, comenta a Dra. Simone Holzer, pediatra do Hospital América de Mauá e Professora da Faculdade de Medicina do ABC.

 

Em geral, cada criança tem uma resposta particular e uma sensibilidade diferente para cada uma das vacinas. Confira a seguir quais efeitos podem acontecer.

 

A vacina BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro no local em que foi aplicada (braço direito). Um cuidado importante é quando houver o aparecimento da úlcera, após 3 a 4 semanas da vacinação. Não coloque produtos, medicamentos ou curativos no local. Efeitos adversos podem ser locais e regionais, como a úlcera (ferida com diâmetro maior que 1 cm) que demora para cicatrizar e presença de linfadenopatia regional (gânglios) e abscessos maiores que 3 cm.

 

A tríplice bacteriana (DTPw ou DTPa) - Haemophilus influenza do  tipo b  e Hepatite B, desde 2012, estão associadas à tríplice bacteriana.  A vacina conhecida como pentavalente pode provocar vários eventos adversos que ocorrem geralmente entre as primeiras 48 a 72 horas (febre baixa a moderada, principalmente na primeira dose; irritabilidade, vermelhidão, dor, inchaço no local da aplicação). Raramente sonolência prolongada, anorexia, choro persistente e vômitos. Convulsão pode ocorrer nas primeiras 72 horas, com bom prognóstico, não havendo demonstração de sequelas a curto ou longo prazo.

 

A vacina de Poliomielite - vale ressaltar que contamos com dois tipos de vacina para a poliomielite, a VOP de vírus atenuado (oral) e a VIP de vírus inativo (injetável).  No calendário do estado de São Paulo a VIP é utilizada aos 2, 4 e 6 meses. Os reforços aos 15 meses e aos 4 anos são realizados com a VOP.  VIP: pode ocorrer eritema (vermelhidão), endurecimento e dor no local da aplicação; febre moderada raramente. VOP: em geral, a vacina oral contra a poliomielite é bem tolerada e raramente está relacionada a evento adverso, mas por conter o vírus vivo, este evento pode vir a se manifestar. Podem ocorrer também reações alérgicas: urticária e erupções na pele com coceira.

 

O Rotavírus - Irritabilidade, vômitos e diarreia moderados. Raramente invaginação intestinal (obstrução do intestino), durante as duas primeiras semanas, após a dose da vacina (com divergências na literatura se há ou não esse efeito com as vacinas rotavírus utilizadas atualmente).

 

A Meningocócica conjugada - edema, endurecimento, dor e vermelhidão no local da aplicação; perda de apetite; irritabilidade; sonolência; febre e dor muscular. Mais comuns nas primeiras 72 horas, após aplicação.

 

A Meningocócica B - as reações mais comuns são sensibilidade e eritema no local da injeção, febre e irritabilidade. A febre alta com duração de 24 a 48 horas pode ocorrer em mais de 10% dos vacinados. Outros efeitos incluem a perda de apetite; sonolência; choro persistente; irritabilidade; diarreia; vômitos e cefaleia (dor de cabeça). 

 

A Pneumocócica conjugada - Dor, edema, vermelhidão, nódulo no local da injeção e irritabilidade são comuns com esta vacina. Também podem ocorrer menos frequentemente: perda de apetite, sonolência e febre. Essas manifestações são leves e transitórias.  

 

Caso você observe no seu bebê algum efeito diferente, ou os sintomas levarem muito tempo para desaparecerem, procure o pediatra.

 

Sugestão de pauta: M112

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