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Compulsão alimentar: como identificar se seu filho tem

O percentual de crianças e adolescentes obesos no país aumentou oito vezes em quatro décadas

Publicado em 11/09/2019

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Compulsão alimentar: como identificar se seu filho tem

Falar de obesidade infantil como epidemia não é exagero. O percentual de crianças e adolescentes obesos no país aumentou oito vezes em quatro décadas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas que fatores levaram a esse quadro? A compulsão alimentar pode fazer parte dessa resposta.

 

Para a Nutricionista Paula Tuffy, do grupo Prontobaby, a compulsão alimentar é um transtorno que afeta o psicológico infantil, levando a criança a sentir a necessidade de consumir alimentos mesmo que não esteja com fome. “O primeiro indício a ser notado é se a criança está comendo escondida”, afirma.

 

O quadro pode se formar por diversas causas emocionais e hormonais. Por isso, a importância de se procurar um profissional especializado. “A orientação de um médico poderá identificar o motivo do transtorno, entre eles, o estresse, a depressão e a insônia”, acrescenta.

 

Mas como mudar os hábitos alimentares dessa criança? Essa e as principais dúvidas sobre o assunto, a psicóloga Laura França esclarece a seguir:

 

Como identificar que o seu filho tem compulsão alimentar?

 

Se a criança ou adolescente pensa em comida 24 horas por dia, come em quantidades excessivas e em um curto espaço de tempo, deixa de brincar para comer, não come na frente dos amigos por vergonha, mas come escondido e em grande quantidade em casa, ela pode estar com sintomas da doença. É importante estar atento se há um isolamento e uma diminuição da vontade pelas atividades sociais, como praia, brincadeiras coletivas e passeios. Atenção ao videogame, pois ele camufla bastante esse sintoma do isolamento, uma vez que a criança pode esconder nessa brincadeira solitária a vergonha do seu corpo, uma inadequação social e até uma depressão.

 

Como os pais podem mudar esses hábitos de alimentação infantil?

 

A compulsão alimentar é um transtorno, portanto, não envolve só uma “simples” mudança de hábito. Apesar dos hábitos alimentares da família influenciarem no aprendizado do relacionamento que a criança tem com a comida, isso é bem mais complexo.  Muitas vezes é de difícil compreensão por familiares, amigos e até por profissionais de saúde não especializados, que podem julgar como falta de força de vontade e de falta de limites. Uma vez diagnosticado o transtorno alimentar, é importante um tratamento multidisciplinar com psicólogo, psiquiatra, endocrinologista e nutricionista.

 

Quais são os motivos que levam uma criança a ter compulsão alimentar?

 

Os motivos podem ser vários, como um acontecimento traumático para ela, ansiedade por alguma pressão escolar ou social nessa fase da vida, medo de alguma coisa real ou criada pela própria criança, luto etc. Assim, a criança ou adolescente come mais para preencher o vazio que esse sentimento está trazendo à tona. Lógico que podem ter outros gatilhos físicos envolvidos, como alterações hormonais, mas o acompanhamento psicológico é fundamental para a criança aprender a lidar com isso.

 

Quais as consequências de estar acima do peso?

 

Além dos vários problemas físicos como pressão alta, colesterol alto e diabetes, há o agravamento do quadro psicológico, que pode levar a criança a um quadro de depressão. Essa criança pode perder o interesse pelas aulas, passar a tirar a notas baixas e se isolar socialmente, para citar alguns exemplos.

 

Esse transtorno é observado em alguma faixa etária específica?

 

Não. Ele pode aparecer em qualquer faixa etária, mas há uma tendência maior na pré-adolescência, pelas alterações hormonais dessa fase.

 

Texto: Jéssica Leiras | Dona Comunicação

 
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