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Puerpério na vida do Pai

A depressão pós parto também pode acontecer na vida do pai

Publicado em 04/07/2018

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Puerpério na vida do Pai

Muito se fala sobre as mães e sobre toda a dificuldade que ela passa nos primeiros momentos do bebê em casa, mas esse período conturbado pode também afetar muitos pais que se sentem desesperados pela nova responsabilidade dentro da família.

 

Os pensamentos sobre os métodos de criação, em como suas escolhas vão afetar a vida do filho no futuro, questões financeiras, se vão conseguir suprir as necessidades básicas e se vão poder propiciar uma boa educação, são algumas das questões que afetam um homem logo após o bebê nascer.

 

É muito complicada essa situação, pois a mãe encontra-se num período muito difícil, está fragilizada por todo o trabalho que teve no final da gravidez, parto, os primeiros dias com o bebê em casa, e a última coisa que ela acha que tem que se preocupar é se o companheiro está bem.

 

Mas para receber ajuda dele, ajuda essa que tanto precisamos, é sim necessário que ele esteja bem também.

 

O diálogo é sempre importante, a falta dessa interação do casal pode gerar brigas desnecessárias, pois a mãe pode achar que o pai está desinteressado em ajudar, mas na verdade, ele pode estar passando pela depressão pós parto. Sim, os pais também podem passar por isso.

 

Alguns homens ficam muito impressionados com o parto e o pós parto, como por exemplo, as primeiras horas pós cesárea, onde a mulher necessita de muita ajuda para coisas nada agradáveis como ajuda para ir ao banheiro, trocar o absorvente, retirar o curativo do corte na barriga, etc. Isso causa em alguns pais a idéia de que tudo que ela está passando é culpa dele.

 

E isso afeta esses pais de uma maneira inimaginável, ele acaba se sentindo impotente vendo que apesar de todo esse “sofrimento” estamos de pé, com o bebê no colo, amamentando, e ele pode achar que pouco pode fazer para ajudar.

 

Essa situação pode se estender por dias, e quando finalmente a quarentena acaba, falta a libido nesses pais, e as mães ficam com mil pensamentos fervilhando na cabeça. “Será que está me traindo?” “Estou muito gorda e ele não sente mais atração por mim!” “Ele não me ama mais”. E isso pode atrapalhar muito a relação do casal.

 

Os homens não são do tipo que gostam de se abrir para falar dos sentimentos, então temos que ficar atentas às diferenças no comportamento para identificar algum problema, tentar entender a situação e ajudar no que for preciso. Conversar sobre as opções financeiras, dividir responsabilidades com o bebê, como o banho, colocar para arrotar, cuidar por umas horas no fim de semana enquanto fazemos as unhas e o cabelo num salão, mostrar que ele é importante e que as dificuldades vêm, mas que vamos nos apoiar e que não precisamos sofrer calados quando temos um ao outro.

 

Lembrando que se essa situação não ir diminuindo com o tempo, é necessário incentivá-lo a procurar por ajuda profissional.

 

Miriam Martins Brum é autora do Blog 35+ 

 
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